Pistache

Pistache
Parte da cultura dos muçulmanos, o pistache é tão antigo quanto a história da humanidade. Alimento proibido para os plebeus, sinônimo de boa sorte para os enamorados, essa oleaginosa se tornou há tempos símbolo de sofisticação. Além de ter sido por diversas vezes tema de estudos que comprovam suas qualidades

Nome

Cientificamente o pistache é conhecido como Pistacia vera L. Pistacia vem do grego pistake, que significa noz, e vera vem do latim e quer dizer verdadeiro. Em inglês é conhecido como pistachio, em espanhol pistacho e em italiano, pistaccchio. Já os franceses chamam de pistache a semente que em latim é a pistachius. Para os árabes, essa delícia é conhecida como pistacia.

Origem

Essa oleaginosa de casca dura, polpa verde ou amarela é originária do oeste asiático onde hoje se localizam a Síria, o Irã e o Afeganistão. Pesquisas indicam que ela já era consumida durante o ano 7.000 a.C.. Mas foi durante o século 1 que houve uma primeira tentativa de cultivo em outras terras. O imperador Vitelius introduziu o pistache em Roma, na Itália, e a partir daí seu sabor conquistou o Mediterrâneo.

Em 1854, o norte-americano Charles Mason levou algumas sementes para a Califórnia (EUA). Apesar de se adaptar melhor ao clima frio, suas plantações já podem ser encontradas na Austrália e no Chile. Pertencente à família da Anacardiaceae, em condições adequadas um pistacheiro, que não passa dos 10 metros, pode produzir até 5 kg de fruto seco durante 80 ou 90 anos.

Propriedades medicinais

No dia 30 de abril, uma pesquisa da Universidade Estadual de Penn, nos EUA, afirmou que o pistache ajuda a reduzir o colesterol. Segundo o estudo, as pessoas que consumiram de 42 a 85 gramas da noz por dia, tiveram uma redução de 11,4% da taxa de colesterol ruim (LDL).

A nutricionista Joyce Nunes, da Divisão de Nutrição e Dietética do Hospital das Clínicas, em São Paulo, alerta para a imprecisão em relação à quantidade diária recomendada. "Cabe a nós ter a consciência de que o aumento do consumo de um único alimento associado a uma alimentação desequilibrada não tem efeito milagroso". Porém, afirma que vários estudos anteriores ao da Universidade de Penn já mencionavam as qualidades dessa oleaginosa. "Seu consumo frequente pode estar associado ao controle do peso corporal e redução dos riscos cardiovasculares".

Rico em gordura insaturada e antioxidantes, o pistache é capaz de relaxar os vasos sanguíneos e, consequentemente, exigir menos do coração. Além disso, cientistas acreditam que ele pode ajudar no tratamento de alguns tipos de cânceres.

Propriedades nutricionais

Rico em proteína, o pistache é considerado uma excelente opção para os vegetarianos pois fornece aminoácidos essenciais para o bom funcionamento do organismo. Além disso, contém luteína, substância encontrada nas verduras verde escuras, e outros elementos antioxidantes como o betacaroteno (responsável pela formação de vitamina A) e gama tocoferol (fonte de vitamina E). Muito saboroso e com valor calórico elevado, o pistache é um excelente alimento para os veganos.

De acordo com Nunes, 100 g do alimento oferecem em geral 577 Kcal, 20 g de proteína, 10,8 g de fibras, 135 mg de cálcio, 9,2 mcg de selênio e 48% de lipídios. Segundo a nutricionista, o Ministério da Saúde sugere uma colher de sopa de pistache por dia, mais ou menos 13 g, mas essa quantidade pode variar de acordo com a opção alimentar de cada um. "Por não consumir fontes protéicas provindas de carnes, vegetarianos podem aumentar o consumo de oleaginosas, sempre lembrando de adequar a quantidade a ser consumida com o valor calórico total da dieta recomendada para cada indivíduo".

Curiosidades

Segundo os muçulmanos, o pistache foi um dos alimentos trazidos por Adão para a Terra. A partir daí, as histórias são muitas. Acredita-se que os faraós egípcios usavam um perfume chamado de Kyphi em que a base era essa noz. na Grécia, Plutarco dizia que ele relaxava e trazia bons sonhos.

O antigo rei da Babilônia, Nabucodonosor, plantou pistacheiros no seu fabuloso jardim suspenso. Já a rainha Sheba, da Assíria, mandou cobrir todas as terras do seu reino com a semente em 6.750 a.C.. Foi ela quem decretou o pistache como sendo um alimento da nobreza e proibido para o povo, e talvez por isso seja um aperitivo para poucos. Um pote com 100 g custa cerca de R$ 10.

E as lendas não param. Quando os frutos amadurecem, as cascas abrem parcialmente e fazem um barulho. Por causa disso, era comum nas regiões do Oriente Médio encontrar casais de namorados embaixo de suas árvores durante a noite para ouvir esses estalos, que sugeriam boa sorte para quem os ouvisse.

Fonte: Revista dos Vegetarianos


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