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Leite ou água, o que você realmente precisa?

por Dra. Sônia T. Felipe

Leite ou água, o que você realmente precisa? sistema cantareira
Não há mais água para manter a produção de leite. Não precisamos de leite para viver e para ter saúde. Todos os nutrientes que o leite tinha podem ser ingeridos de alimentos vegetais.

Mas precisamos de água para hidratar nosso corpo, para fazer sua limpeza interna e externa, para cozinhar, para limpar a casa e lavar as roupas. Não se limpa tudo isso com leite. E o leite leva toda a água. Mas ninguém vê a água devorada pelo leite ao comer seus manjares feitos com laticínios. Há quase um ano a Cantareira está seca e ninguém quer ver a razão disso.

Pecuária causa impacto ambiental até 160 vezes maior que vegetais, diz estudo

Por Yuri Gonzaga

Pecuária causa impacto ambiental até 160 vezes maior que vegetais, diz estudo
Carne bovina demanda 160 vezes mais terra, oito vezes mais água e causa a emissão de 11 vezes mais gases responsáveis pelo efeito estufa quando comparada a alimentos como arroz, batata e trigo, mostra um estudo publicado nesta semana na revista científica “PNAS”, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

Demais fontes de proteína animal, os laticínios, os ovos e as carnes de porco e de frango são comparáveis entre si em custos ambientais (e muito melhores que a pecuária bovina), segundo o relatório, mas requerem seis vezes mais área, metade da água e ocasiona o dobro da poluição do ar em gases-estufa que vegetais, segundo a pesquisa.

Produzir 1 kg de carne no Brasil equivale a rodar 1,6 mil km de carro

Pesquisa leva em consideração área de pasto para animais, que reduz superfície florestal

A produção de um quilo de carne bovina no Brasil pressupõe a emissão de 335 quilos de dióxido de carbono (CO2) no ar, o equivalente ao que é emitido em uma viagem de 1,6 mil quilômetros em um automóvel europeu médio, aponta um estudo recente de pesquisadores da Áustria e Holanda. Os resultados do trabalho foram divulgados nesta quinta-feira, 24, pela agência APA.

No caso da carne de vaca produzida na Holanda, um quilo equivale a 111 quilômetros de automóvel, pois nas duas situações o CO2 emitido é de 22 quilogramas.

Quer salvar o planeta? Pare de comer carne!

Por Natasha Romanzoti

Quer salvar o planeta? Pare de comer carne!
Quer ajudar o clima? Que tal reduzir o seu consumo de carne?

Pelo menos no mundo desenvolvido, esse passo pode ser necessário a fim de estabilizar os níveis atmosféricos de um gás do efeito estufa, o óxido nitroso.

O óxido nitroso é o maior contribuinte do homem à destruição do ozônio estratosférico (o “buraco de ozônio”), e o terceiro gás que mais contribui para o efeito estufa, depois do dióxido de carbono e do metano.

Amazônia está emitindo cada vez mais gás-estufa

Por Rafael Garcia

Amazônia está emitindo cada vez mais gás-estufa
A Amazônia é importante para absorver gás carbônico e ajudar a combater o aquecimento global? O estudo mais recente sobre essa questão, que atormenta cientistas há décadas, aponta que ainda há dúvidas sobre se a região é mesmo um "sorvedouro" de carbono. Mas o trabalho conclui que o desmatamento e o aquecimento global estão gradualmente levando a região a se tornar mais uma fonte dos gases de efeito estufa do que um ralo para absorvê-los.

"Não sabemos de onde partimos, mas sabemos para onde estamos indo", disse à Folha Eric Davidson, cientista do Centro de Pesquisas de Woods Hole (EUA), que coordenou o trabalho.

Um quinto do aquecimento do planeta vem da pecuária

Por Guilherme Carvalho

Um quinto do aquecimento do planeta vem da pecuária
No vôo em que eu viajava rumo à COP17, a Conferência de Mudanças Climáticas da ONU que aconteceu na cidade de Durban (África do Sul) no final de 2011, o comissário de bordo se aproximou cordialmente do meu assento e perguntou, em inglês: “o senhor solicitou refeição vegetariana estrita, correto?”

Fiquei feliz de lembrar que aquela companhia me havia oferecido esta opção, o que tornava minha postura em comparecer à COP17 e debater o aquecimento global um pouco mais coerente.

Sua comida está ajudando o planeta?

Por José Eduardo Mendonça

consumo de carne e mudanças climáticas
Carne de carneiro, de vaca e queijo são os maiores emissores de gases estufa entre vinte alimentos populares, que incluem carnes, peixes, laticínios e vegetais - de acordo com um novo estudo do Environmental Working Group (EWG). O Guia dos Comedores de Carne, divulgado pela empresa de pesquisa ambiental baseada em Washington, usou uma avaliação do ciclo de vida para determinar a posição de cada alimento no ranking - além da quantidade de fertilizantes utilizada para plantar os alimentos dos animais, e dados sobre processsamento, transporte e descarte de alimentos.

"Há muitas informações sobre todos os diversos impactos da produção e consumo de carne", disse a analista sênior do EWG, Kari Hamerschlag. "Queríamos consolidar os dados e indicar as coisas mais importantes que os consumidores têm de saber ao tomarem suas decisões". O guia considera os efeitos do consumo de carne, peixes, laticínios e vegetais sobre o ambiente e o clima, assim como sobre a saúde humana e de animais.

Ruminantes, como carneiros e vacas, "liberam quantias substanciais de metano", um gás estufa 25 mais potente que o dióxido de carbono, de acordo com o guia. Apenas nos Estados Unidos, são usados 149 milhões de acres de terra, 80 milhões de toneladas de pesticidas e 9 bilhões de toneladas de fertilizantes de nitrogênio para a produção de carne. Este gado produz cerca de 500 milhões de toneladas de esterco por ano, o que contribui com a poluição da água e do ar.

Citando dados do Departamento de Agricultura dos EUA, o guia afirma que 20% da carne não consumida no país acaba em aterros, embora os resíduos variem de acordo com o tipo de carne: 40% de peixes frescos e congelados são jogados fora. Perus, 31%. Carne de porco, 25%. Carne de vaca, 16%, e de galinha, 12%. "As pessoas realmente não percebem que há uma quantidade tremenda de recursos utilizados na comida que é jogada fora", afirmou Hamerschlag. O Guia inclui um gráfico com a pegada de carbono de cada alimento, igualando o consumo de dois quilos de cada item a milhas dirigidas. Comer dois quilos de bife, por exemplo, equiovale a dirigir um carro por seis milhas. Dois quilos de ovos orgânicos equivalem a uma milha. E dois quilos de lentinhas - o alimento com a menor pegada de carbono do guia - equivalem a um décimo de milha (160 metros).

O relatório reconhece que a carne, quando comida com moderação, fornece proteínas saudáveis e outros nutrientes, mas cita um estudo de 2009 do Instituto Nacional de Câncer, que descobriu que pessoas que comem mais carne vermelha tem 27% mais chances de morrer de doenças do coração do que aquelas que comem menos. "Os americanos consomem mais carne e laticínios que qualquer outro país no mundo, e têm altas taxas de câncer de cólon, doenças do coração e diabates para provar isto", disse o médico Andrew Weil, acrescentando que o guia é uma ferramenta útil para aqueles consumidores que "buscam melhor sua saúde comprando coisas melhores para eles e suas famílias". O professor de saúde pública da Universidade do Arizona é uma das diversas celebridades que defendem o guia. O mesmo foi feito pelo escritor e ativista Michael Pollan e pelo chefe de cozinha Mario Batali, que tem um programa popular na televisão, diz o Los Angeles Times.

"A maioria das pessoas nos EUA comem muito mais carne do que é bom para o planeta", diz Batali, "mas mesmo sabendo disso, há poucas chances de que se tornem vegatarianos ou veganos. Pedir que todos sigam este caminho não é uma opção realista, mas podemos focar em uma dieta mais baseada em plantas e apoiar agricultores que criam seus animais de forma humana e sustentável".

Fonte - Publicado em 20.07.2011