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Receita com feijão branco emagrece e ajuda a evitar diabetes

Proteína presente no grão inibe o processo de digestão do carboidrato e retarda a absorção de açucares no sangue.

Não há mais como separar a boa comida da comida saudável. Em um laboratório de nutrição e pesquisa no Rio Grande do Sul, os futuros chefes de cozinha e nutricionistas se revezam para criar pratos mais bonitos, gostosos e saudáveis.

Muitas vezes, eles trabalham juntos. É o caso do chefe Alexandre Bagio e da nutricionista e bioquímica Renata Ramos. Ele conhece os segredos para seduzir o paladar. Ela, o que os nutrientes podem fazer pela nossa saúde. E o que une os dois é o nosso feijão de cada dia.

“Ele dá para a população uma quantidade muito boa de proteína. Os feijões, de uma maneira geral, têm em torno de 20% de proteína. É uma grande quantidade”, explica a nutricionista Renata Ramos, da Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos).

Infelizmente, os brasileiros estão comendo menos feijão. Mas os pesquisadores não param. Tentam descobrir novas propriedades nesse grão que faz tão bem a nossa saúde. A novidade da vez é o feijão-branco, aquele que a maioria de nós está acostumada a consumir apenas como salada. Maior e mais cremoso que os outros, acredite, ele emagrece.

“O feijão-branco ajuda a emagrecer, porque ele tem uma proteína de reserva. Não só o feijão-branco, os feijões todos têm, mas o feijão-branco é o mais utilizado para isso, para este fim. Ele tem uma proteína chamada faseolamina, e essa proteína é inibidora do processo de digestão do carboidrato. Então, ela retarda, inibe essa absorção de açucares no sangue”, aponta a nutricionista.

Mas isso só acontece no nosso organismo, se ele for ingerido na forma de farinha, uma espécie de extrato de feijão-branco que é bem fácil de fazer em casa. (veja a receita)

Depois de ser lavado normalmente, é preciso secar bem o feijão: no sol ou sobre o papel toalha. Nunca no forno. Porque, segundo Renata Ramos, o feijão só tem efeito emagrecedor se não for cozido. Mas atenção: como pode ser tóxico, o feijão só deve ser consumido cru em quantidades mínimas.

Depois, é só triturar no liquidificador e peneirar. Se quiser a farinha bem fininha, pode passar também no processador. É bom fazer em pequenas quantidades que para o extrato não fique velho e deixe de fazer o efeito desejado.

O efeito da farinha de feijão funciona mais ou menos assim: quando consumimos um prato cheio de macarrão, de 200 gramas, é como se tivéssemos consumido uma porção menor, de 160 gramas. Mas para isto acontecer, meia hora antes das refeições, é preciso ingerir uma colher pequena, rasa, de farinha de feijão diluída em água. É essa mistura que vai garantir que parte do carboidrato dessa refeição, cerca de 20%, não seja absorvida pelo nosso organismo. Então, é como se tivesse comido este prato, que é menor.

O estudo mais recente que comprova que a farinha de feijão ajuda a emagrecer foi feito pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Ao todo, 50 adultos obesos fizeram uma dieta saudável, mas apenas metade recebeu farinha de feijão antes das refeições. A outra parte, sem saber, recebeu farinha sem efeito.

Depois de oito semanas, quem ingeriu o extrato de feijão-branco estava, em média, 1,7kg mais magro e com o nível de triglicerídeos três vezes menor do que os que receberam só o placebo.

Mas outros estudos registram perdas de peso de até 4% em apenas 30 dias. O bom é que, além de emagrecer, o extrato de feijão-branco também ajuda a prevenir o diabetes.

A receita é uma colher rasinha em um copo d’água, duas vezes por dia, porque são duas refeições principais. “Não adianta consumir mais, porque não vai emagrecer mais. Você tem que comer é em torno de um grama por dia. Então, você pode pesar um grama e comer isso durante o dia”, sugere a nutricionista Renata Ramos.

“Se a pessoa consumir mais, ela pode ter diarreia, como efeito colateral. Ela pode ter problemas intestinais e náuseas. Então, ela tem que ter muito cuidado na hora de ingerir este extrato de feijão cru. Consumindo mais de um grama por dia, os efeitos são negativos”, alerta a pesquisadora.

No laboratório da Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos), a ordem é não desperdiçar. O farelo que sobra na peneira quando se prepara a farinha de feijão também é utilizado.

O chef de cozinha Alexandre Bagio, da Unisinos, criou misturas saborosas. Quando faz pão, ele coloca água, fermento, sal, açúcar e a novidade: ele substitui um terço da farinha de trigo pela farinha de feijão.

“É um pão que realmente tem uma quantidade maior de proteínas e de fibras, quando você coloca essa farinha de feijão”, afirma a nutricionista Renata Ramos.

“Acrescido a isso, você tem o sabor e a textura que ele vai ganhar também. Ele ficou mais saboroso”, aposta Alexandre Bagio. “Ficou também mais saudável”, completa Renata.

O chefe de cozinha mostra ainda uma versão da nossa conhecida salada de feijão-branco que também ajuda a não engordar, só porque se come fria.

“Eu coloquei na salada o feijão-branco que é a base. Depois, entrou um molho vinagrete, com cebola, tomate, pimentão verde, salsão e um molho vinagrete de limão, com azeite de oliva, sal e pimenta do reino”, ensina o chefe.

“O interessante é que, quando a gente come feijão-branco frio, ele muda um pouco a sua composição. Ele, então, engorda menos. Quer dizer, se eu comer dessa maneira, frio, eu vou engordar menos do que se comer ele sob forma de uma feijoada, por exemplo”, diz a nutricionista.

Fonte: Globo Repórter


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Amaranto, o feijão dos Andes tem duas vezes mais proteínas do que trigo

O sol forte é sinal de seca no Planalto Central. No Centro-Oeste, cresce uma planta que veio do frio dos Andes para o calor do Cerrado. O amaranto é um arbusto com flores grandes, consumido na região do Peru desde o tempo dos incas. O poder da planta está nas flores carregadas de sementes.

"Mil sementes de amaranto pesam em torno de 1 g. Então, se uma planta produzir 30 g, são 30 mil sementes", ressalta o agrônomo Carlos Spehar, da Universidade de Brasília (UnB).

José Carlos Sphear é o pioneiro na pesquisa do amaranto, que ele chama de feijão dos Andes. O grão tem duas vezes mais proteínas do que o trigo comum. E essas qualidades convenceram o professor a buscar sementes fora do país para plantar no Cerrado. Assim, nascia o amaranto brasileiro que se deu bem no clima quente e que chega até dois metros de altura.

"Esse crescimento é muito rápido. Nos primeiros 15 dias, você não dá nada por ela. Depois, ela dispara a crescer. Ela cresce mais rápido do que uma soja no mesmo período", explica o agrônomo.

A fazenda de Sebastião Conrado de Andrade é a maior do Brasil em produção de amaranto. A confiança no futuro da produção do grão andino vem dos resultados colhidos nas primeiras safras. "São cerca de 2 mil quilos, com a mesma composição dos andinos. Conseguimos adaptar essa planta ao Cerrado", diz o fazendeiro.

A campanha pelo uso do amaranto ganhou adeptos em instituições do país inteiro que se dedicam a estudar as propriedades do grão. Na Universidade de São Paulo (USP), os pesquisadores já desenvolveram mais de 30 receitas usando a farinha de amaranto.

O professor José Arêas, do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), também se rendeu às propriedades do pequeno grão.

"Ele tem uma quantidade maior de proteína de alto valor biológico e também uma grande quantidade de cálcio de ferro e de zinco. Além disso, possui uma quantidade de fibra bastante alta. O amaranto passou a ser estudado a partir dos anos 60 em vários locais no mundo. Assim, a plantação e o consumo do amaranto começaram a se popularizar”, explica o pesquisador da USP.

Orientados pelo professor Arêas, os pesquisadores da Faculdade de Nutrição da USP foram mais longe: conseguiram comprovar em um estudo feito com hamsters, durante dois meses em 2005, que o amaranto reduz os níveis do colesterol total do sangue, ou seja, a gordura que vai formar placas nas veias e artérias.

"A dieta que continha amaranto fez com que esse colesterol despencasse realmente. Todos os colesteróis ruins foram para baixo, e os colesteróis bons foram relativamente mantidos. As proteínas do amaranto são as grandes responsáveis por essa redução. A partir daí, a gente começou a estudar quais seriam os mecanismos envolvidos", aponta o professor.

Leda Nogueira e Ivone Nunes sentiram na pele, ou melhor, no sangue, o que o laboratório havia testado. As caminhadas pelo calçadão de Vila Velha, no Espírito Santo, foram apenas parte da rotina para melhorar a saúde.

Ivone é administradora de empresas e, há três anos, descobriu que tinha problemas com colesterol alto. Registrava 246, no total. Leda é professora e chegou a 187 de colesterol. As duas corriam risco de desenvolver doenças no coração.

A saúde de Leda e Ivone começou a melhorar pelo cardápio. Elas passaram a comer biscoitos de amaranto todos os dias antes do almoço. Foram apenas duas semanas de experiência, sem mudança no estilo de vida e sem dieta. E os resultados foram impressionantes.

Foram recomendados até cinco biscoitos por dia de farinha de amaranto para Ivone e Leda.

"É um biscoito muito gostoso. A única coisa ruim da pesquisa é ficar restrito a comer só cinco durante o dia", comenta a pedagoga Leda Nogueira.

"Lembra um pouquinho o biscoitinho de aveia. Acho que por causa das fibras que tem", diz a administradora Ivone Nunes.

Tudo começou no Complexo de Atividades Biopráticas, do Centro Universitário de Vila Velha (UVV). Leda e Ivone estavam no grupo de 20 voluntários que participaram da pesquisa com a nutricionista Danielle Mohallem Pessanha, sob a orientação da professora Angela Ghizi. Metade do grupo recebeu, sem saber, biscoitos de aveia. E a outra comeu os de amaranto.

"Baixou em 16% o colesterol dos voluntários. E o mais gratificante e interessante é que o período da pesquisa foi de duas semanas. Quer dizer, baixou 16% em um período muito curto", afirma a nutricionista Danielle.

E não foi só: o resultado trouxe uma surpresa.

"Quando eu chegava em casa, não sentia aquela fome à noite. Eu percebi que, durante essas duas semanas, não sentia fome à noite", conta a administradora Ivone Nunes. "O biscoito tirou essa fome noturna. Eu não sentia mais essa necessidade”, concorda Leda.

"No total, 67% de voluntários relataram que, à noite, eles não sentiam fome por conta da ingestão desse cookie", alega a nutricionista Danielle.

É difícil acreditar que essa sensação de saciedade venha de um grão tão minúsculo. Mas o amaranto é poderoso e vira até pipoca. É que o grão fica melhor e mais fácil de usar quando é estourado.

"É mais interessante fazer a pipoca, porque, quando moemos, fica uma farinha mais fininha e mais nutritiva", aponta a nutricionista Bruna Menegassi, da USP.

O amaranto quase não tem gosto. E talvez essa seja uma grande qualidade, pois a farinha pode ser usada em inúmeras misturas sem comprometer o sabor e adicionando todas as boas propriedades ao alimento.

Além da pipoca, há um número sem fim de receitas feitas com o grão andino. Algumas com 20%, outras com 30% de farinha de amaranto. O bolo de banana é top de linha. Mas existem cookies, sequilhos, paçoquinha.

"A gente está testando e tentando aumentar os níveis de amaranto na paçoca. Nessas preparações, além de incluir esse alimento diferente, a gente aumenta o teor de fibras e de proteínas", explica a química Rosana Soares, da USP.

Fonte: Matéria exibida no Globo Repórter, no dia 03.07.2009

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Renda-se aos sucos naturais

Por Thaís Manarini

Renda-se aos sucos naturais
Ao reunir ingredientes de peso, os sucos ajudam a conquistar uma saúde de ferro. O melhor é que tem para todos os gostos e objetivos

Que eles são refrescantes, todo mundo sabe. O que pouca gente conhece são os inúmeros benefícios que os sucos são capazes de proporcionar à saúde, como desintoxicação do sangue, ativação do sistema imunológico, estímulo do trânsito intestinal e por aí vai. "Trata-se de um recurso fácil e rápido para aumentar o consumo de nutrientes que ajudam na prevenção e no tratamento de vários tipos de doenças", analisa a nutricionista funcional Andrezza Botelho, de São Paulo.

Dado o recado, solte a imaginação e capriche na escolha dos ingredientes - frutas, hortaliças e ervas estão entre as boas pedidas. Se ainda não sabe por onde começar, sem problemas: a seguir, ensinamos sete receitas simples e poderosas.

Suco revigoranteSuco revigorante

Ingredientes:
1 cenoura
1 manga cortada em cubos
1 inhame médio picado
1 colher (sobremesa) de linhaça dourada
Suco de 1 limão

Preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador e tome imediatamente.

Rendimento: 1 copo

Desintoxicação

A cenoura é rica em betacaroteno, um precursor da vitamina A, e apresenta boas doses de vitaminas C e E. Além disso, carrega fibras, que ajudam a reduzir o colesterol sanguíneo. "Quando preparada em forma de suco, ela é eficiente na eliminação do excesso de água do organismo", completa Andrezza Botelho. Já o inhame tem atividade anti-inflamatória e efeito desintoxicante, eliminando as impurezas do corpo. A linhaça, por sua vez, favorece a fluidez sanguínea, uma notícia boa para o bem-estar do coração. Apesar do sabor ácido, o limão é alcalinizante, o que beneficia o organismo como um todo. "Ele também é rico em terpenos, substâncias que auxiliam o fígado a eliminar toxinas", conta a nutricionista. A manga, por fim, tem propriedades diuréticas, auxilia na depuração do sangue e seu alto teor de fibras não deixa o intestino emperrar. Em resumo: essa combinação faz do suco um aliado na luta contra o envelhecimento, doenças infecciosas e alguns tipos de câncer, ativa o sistema imunológico, depura o sangue e promove desintoxicação. Beba uma vez ao dia.

Suco diuréticoSuco diurético

Ingredientes:
Chá de cavalinha (Equisetum arvense)
1 punhado de salsinha
1 fatia grossa de melancia
1 fatia grossa de melão
2 folhas de couve orgânica

Preparo:
Para o chá de cavalinha, use 1 colher (sopa) cheia da erva para 200 mililitros de água filtrada. Deixe em infusão de 5 a 10 minutos. Coe e reserve. Para o suco, lave a salsinha e a couve. Em seguida, corte a melancia e o melão e bata tudo no liquidificador, até mesmo o chá. Tome sem coar.

Rendimento: 1 e 1/2 copo

Diminui o sódio

Andrezza Botelho informa que, no geral, sucos de acelga, espinafre, couve, cenoura, aipo, melancia, pepino, uva, alface e melão cantalupo (com sementes) são recomendados em casos de retenção hídrica. Isso porque possuem componentes importantes, como potássio, mineral que ajuda a diminuir os efeitos do sódio - um dos grandes responsáveis pela detenção de água pelo organismo; magnésio, substância que geralmente é perdida com a diurese; e vitamina B6, cuja ausência reduz a capacidade dos rins de excretar o sódio. O diferencial desse suco fica por conta do chá de cavalinha que, além de ser rico em flavonoides e potássio (responsáveis pelo efeito diurético e protetores do fígado), esbanja altas taxas de silício, que tem como principais características auxiliar na formação de tecidos conjuntivos e da cartilagem. "Ótimo para a pele, ajuda a evitar estrias", ressalta a nutricionista. Para escapar da retenção, beba uma vez ao dia.

Suco verdeSuco verde

Ingredientes:
1 pepino (ou 1 abobrinha, ou 1 chuchu, ou 1 beterraba pequena, ou 1 inhame, ou 1 pedaço de abóbora, ou 1 cenoura, ou todos esses ingredientes juntos)
1 maçã tipo fuji
3 tipos ou mais de folhas (couve, chicória, agrião, alface, repolho, acelga) Sementes germinadas e castanhas hidratadas: um ou mais tipos de trigo, girassol, aveia, gergelim, linhaça; e nozes, amêndoas, castanhas do Brasil Hortelã ou gengibre

Preparo:
Para a germinação de sementes, deixe-as de molho durante oito horas (à noite). No dia seguinte, escorra a água e coloque as sementes em uma peneira ou escorredor, regando de seis em seis horas. No outro dia, elas já terão um "narizinho" apontando, indicando a germinação. Para a hidratação das castanhas e da linhaça, deixe-as de molho em água durante a noite. Para o suco, no copo do liquidificador, coloque o pepino picado junto à hélice do aparelho. Em seguida, acrescente a maçã e o inhame picado (e/ou beterraba, e/ou abóbora). Ligue o liquidificador na primeira velocidade e soque com o auxílio da cenoura. O movimento da hélice e a "socagem" formarão uma papa. Em seguida, coloque as folhas, os temperos e as sementes (e/ou castanhas), batendo em velocidade mais acelerada.
Coe em um coador de pano, preferencialmente de voil. Depois, acrescente um fio de qualquer azeite extravirgem (linhaça, gergelim, castanha do Brasil) ao suco, para absorção das vitaminas lipossolúveis. Beba em seguida.

Rendimento: 1 copo cheio

Maior disposição

Trata-se de uma bebida que atende ao organismo como um todo, e não funções e órgãos específicos. Segundo o médico Alberto Peribanez Gonzalez, autor do livro Lugar de Médico é na Cozinha (editora Alaúde), o suco apresenta elementos antioxidantes, capazes de combater os perigosos radicais livres; probióticos, ou seja, bactérias benéficas que ajudam no funcionamento do intestino; enzimas que favorecem funções metabólicas, como coagulação do sangue e regulação de atividades inflamatórias e cardiovasculares. "Basta tomar um copo desse suco todos os dias, pela manhã, para observar grandes modificações no organismo", avisa. Entre essas alterações estão a melhora das funções urinária e intestinal, redução do peso, maior disposição, estímulo do pensamento e da memória e estabilização dos níveis de pressão arterial. "Como a bebida possui ingredientes variados, é possível que o organismo entre em contato com nutrientes que nunca recebeu", observa Gonzalez.

Suco contra o colesterolSuco contra o colesterol

Ingredientes:
Chá branco
1 kiwi
1 cenoura pequena
10 grãos de uvas escuras
1 colher (chá) de gengibre ralado
1 colher (sopa) de farelo de aveia

Preparo:
Para o chá branco, coloque duas colheres (chá) da erva em 200 mililitros de água quente. Espere cinco minutos e coe. Para o suco, depois que o chá estiver pronto, bata-o no liquidificador com todos os ingredientes. Adoce como preferir e sirva em seguida.

Rendimento: 1 copo

Artérias protegidas

De todos os ingredientes, o chá branco certamente é o que merece maior destaque. De acordo com a nutricionista e farmacêutica Lucyanna Kalluf, da capital paulista, "ele é rico em tanino, substância que favorece a redução das taxas do colesterol LDL, considerado ruim, e fortalece as artérias, ajudando na prevenção de doenças cardíacas e circulatórias". A alta concentração de antioxidantes do chá ainda reserva outra surpresa: a neutralização de radicais livres, moléculas responsáveis pelo envelhecimento celular. Outro ingrediente valioso nesse suco é o gengibre, já que ele aumenta as secreções gástricas e acelera a digestão. Para finalizar a trinca de ouro, há o farelo de aveia, fonte de betaglucanas. Segundo a nutricionista, essas maravilhas estimulam o organismo a absorver uma quantidade menor da gordura vinda dos alimentos. "Suas fibras ainda facilitam o trânsito intestinal", aponta. Para aproveitar as vantagens, recomenda-se tomar o suco diariamente, de preferência duas vezes - uma de manhã e outra à noite.

Suco contra gastrite, úlcera e problemas de fígadoSuco contra gastrite, úlcera e problemas de fígado

Ingredientes:
1 folha de couve
2 folhas de boldo fresco
1/4 de batata
1 copo de água

Preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Coe em seguida.

Rendimento: 1 copo

Tchau, acidez!

A bebida é formada por três ingredientes preciosos que, juntos, segundo o fitoterapeuta e naturopata André Resende, de São Paulo, "são excelentes para combater a gastrite e a acidez estomacal". A couve é rica em ferro e clorofila e possui propriedades cicatrizante e antiácida. Já o boldo é considerado hepatoprotetor, ou seja, protege o fígado e "ainda age como desintoxicante", diz. O arremate fica por conta da batata, com sua incrível capacidade de combater a acidez do estômago. "O suco pode ser consumido assim que o desconforto aparecer, já que a situação tende a melhorar na hora", comenta o fitoterapeuta paulista. Em incômodos prolongados, invista na receita três vezes ao dia: de manhã, antes do almoço e antes do jantar.

Suco contra insônia e ansiedadeSuco contra insônia e ansiedade

Ingredientes:
3 folhas de erva-cidreira fresca
1 maçã
1 maracujá (polpa)
1 talo de alface
1 litro de água

Preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Em seguida, adoce.

Rendimento: 1 litro

Que soninho...

Segundo Resende, todos os ingredientes do suco têm propriedades calmantes. Por isso, a bebida é indicada para as pessoas que sentem dificuldade em descansar após um dia agitado. O melhor de tudo é que, além de facilitar o relaxamento, seus componentes brindam o corpo com outros benefícios. A maçã, por exemplo, conta com substâncias antioxidantes e tem uma casca rica em fibras. Por isso, dá uma força ao intestino, fazendo-o funcionar direitinho. A erva-cidreira elimina os incômodos gases estomacais e apresenta função digestiva. A polpa do maracujá é outra ótima pedida, já que carrega vitamina C e possui ação antioxidante. É válido lembrar que, para ter um sono reparador, o ideal é ingerir cinco xícaras (chá) ao dia, sendo uma antes de se deitar. "O suco não é tão calmante a ponto de atrapalhar as atividades diárias. Ele apenas tira a ansiedade e torna mais fácil o relaxamento depois da jornada estressante", salienta.

Suco afasta gripeSuco afasta gripe

Ingredientes:
1 fatia de abacaxi
4 ramos de agrião (com talo e folhas)
1 rodela de gengibre
1 limão descascado
6 folhas de hortelã
1 copo de água

Preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Em seguida, coe e adoce como preferir.

Rendimento: 1 copo

Descongestionante

Corpo pesado, nariz escorrendo, dor de cabeça... Ninguém merece conviver com esses sintomas que acompanham a gripe, certo? Para não ir a nocaute, o jeito é combater a doença de frente. De acordo com Resende, o suco é perfeito para a empreitada. Para começar, a bebida leva abacaxi, fruta rica em vitamina C e em uma substância chamada bromelina, que funciona como tônico peitoral - ou seja, é uma maravilha para os pulmões! O agrião tem propriedade e expectorante. O gengibre é tiro e queda em casos de fraqueza. "Sem contar que ele é termogênico, ou seja, acelera o metabolismo. Essa propriedade favorece a ação do suco no organismo e ainda facilita o emagrecimento", observa Resende. Já o limão é reconhecido por carregar bastante vitamina C e ser antibactericida e antifungicida. A hortelã, por fim, é um poderoso descongestionante das vias respiratórias. Para quem já está gripado, o fitoterapeuta recomenda a ingestão do suco três vezes ao dia, em qualquer horário.

Fonte: Revista Natural - Fotos: Juca Vieira

A importância da Amazônia para o clima e a biodiverdade da Terra

AmazôniaAs florestas tropicais abrigam milhares de espécies de animais, plantas e microorganismos. Elas acolhem os povos indígenas de milenar sabedoria e animais migratórios, que dependem de áreas naturais para fazer uma pausa durante os deslocamentos. Florestas tropicais são fundamentais para o clima mundial. Mantém a regularidade das chuvas, armazenam carbono e produzem oxigênio. Elas cobriam 12% da superfície do Planeta. Hoje cobrem menos de 5%. O Brasil é privilegiado: no nosso território está 80% da maior floresta tropical da Planeta, a Amazônia, que se espalha por nove países. Mas vem cuidando mal dessa riqueza: segundo a ONU, o desmatamento já destruiu 18% do bioma aqui no país.

"Precisamos duas coisas: primeiro uma conscientização mundial a respeito da importância da Amazônia. E, segundo, ações feitas em todos os países no sentido de diminuir o desmatamento da Amazônia. Porque se a gente continuar avançando com esse desafio das Mudanças Climáticas, nós vamos ter problemas ainda maiores nesta questão toda do aquecimento global". (Adalberto Val/diretor do INPA)

Desmatamento na AmazôniaA retirada de madeira, a conversão de áreas da floresta para o plantio de soja ou criação de gado e as queimadas envolvidas nos processos têm sido a maior fonte brasileira de emissão de gases que esquentam o planeta, como o Co2, o dióxido de carbono, e o metano. Desmatamentos e queimadas potencializam os efeitos das secas. Ainda é preciso pesquisar mais mas é possível que a de 2005, que levou vários municípios a decretar estado de calamidade pública e matou toneladas de peixes, esteja ligada aos eventos de extremos climáticos previstos por cientistas para o cenário de aquecimento global. Seca histórica justamente na região que detém cerca de 20% da água doce do planeta. E neste 2009 a Amazônia enfrentou uma enchente que não era vista desde os anos 50. A análise de mais de vinte modelos matemáticos de previsão para a Amazônia, indica alguma contradições, mas confirma o aumento de temperatura para a região. Isso pode causar a chamada savanização - a transformação de áreas de floresta em espaços de árvores esparsas e vegetação rasteira. O INPE- Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, fala de aumento de 2 graus celsius de temperatura para o Pará e o Maranhãó para já, entre 2010 e 2040.
Adalberto Val/diretor do Inpa:
"Não há dúvida, por exemplo, por esses modelos, que a gente vai ter um aumento de temperatura na região. Os modelos, entretanto, diferem em relação ao modelo de chuvas. Um dos modelos prevê uma seca intensa enquanto outro modelo, de um outro instituto, prevê que a gente não terá uma Outro temor é a perda de biodiversidade, com extinção de espécies raras e até desconhecidas pela ciência. Em nenhum outro lugar do mundo há tantas espécies de animais e plantas como na Amazônia. São pelo menos mil de aves, mais de trezentas de mamíferos e mais de mil e quatrocentas de peixes.

Assista ao vídeo da matéria.

Fonte: Repórter Eco - Publicado em 13.12.2009

Cientistas brasileiros estudam como reduzir as emissões de metano - um dos mais potentes gases do efeito estufa

Ao ruminar, os animais expelem o gás metano, contribuindo assim para o aquecimento globalRuminar. Mastigar de novo o alimento que já estava no estômago. E ao expelir ar pelas narinas, lá vai o gás metano para a atmosfera. Assim os ruminantes contribuem para o aquecimento global. E o Brasil tem o maior rebanho bovino comercial do mundo. Difícil é saber o número exato. O IBGE tem dois, de 2006. Pela Pesquisa de Pecuária Municipal, são 172 milhões de cabeças de gado bovino. Pelo Censo Agropecuário, são quase 227 milhões. Considerados búfalos, ovelhas, cabras e porcos, também emissores, são quase 483 milhões de cabeças.

Se a gente considerar todas as emissões de gases de efeito estufa no mundo, o metano é fonte de apenas 15% delas. O poder do metano de aquecimento da atmosfera é 23 vezes maior do que o do CO2. Quase um quarto das emissões do metano estão relacionadas aos animais ruminantes. O Protocolo de Kyoto, de 97, considera o metano 21 vezes mais potente que o dióxido de carbono. Para o professsor da USP, Gylvan Meira, um dos maiores especialistas no assunto, o impacto do metano é menor. Segundo ele, "a importância relativa das emissões devido à Pecuária no Brasil, na realidade em termos do que conta, da Mudança de Clima, elas são cerca de cinco ou seis vezes menores do que se acha que é".

Para verificar quanto o gado brasileiro emite, o Instituto de Zootecnia, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, usa método aprovado pelo painel das Nações Unidas.

P: Quando a gente fala desse assunto de emissão de metano pelo gado, a gente tem falado em pum, em arroto do animal. O que disso é verdade científica ou é uma popularização para tentar entender melhor as coisas?

R: É uma maneira de popularizar. O correto é eructação, que é o arroto. 95% do metano produzido pelo animal sai do arroto e só 5% pelo pum." (Alexandre Bernedt/pesquisador do Instituto, biólogo e engenheiro agrônomo)

O que o rebanho come implica em maior ou menor lançamento de metano. Pastagens mal cuidadas oferecem vegetação ruim e emitem mais. 80% do gado brasileiro está no pasto. Para o gado confinado é testada uma ração experimental à base de bagaço de cana, grãos e probióticos,que são os organismos vivos que melhoram a digestão. Essa ração já se mostrou capaz de reduzir em 30% as emissões.

No laboratório da Embrapa Meio Ambiente o metano do gado é medido. O IPCC considera que bovinos de corte produzem 56 quilos de metano por animal, por ano. Esta pesquisa, que vale para o gado do sudeste e centro oeste, aponta entre 45 e 48 quilos por animal por ano, sem a mudança na alimentação , e por volta de 35 com a nova ração.

"Se eu preciso de grãos para alimentar o animal eu tenho que saber que esses grãos estão sendo produzidos em algum lugar - e que gases vão ser emitidos na produção de grãos. O consumidor tem uma grande chance hoje em dia de decidir e pautar a produção agrícola através de sua seleção." (Magda Lima/ecóloga da EmbrapaMeio Ambiente)

Assista ao vídeo da matéria.

Fonte: Repórter Eco - Publicado em 13.12.2009