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A violência contra os animais

por Paulo Antônio de Almeida Bastos

A violência contra os animais
Assistimos hoje a violência campeando em todo o mundo. No entanto, muitos tentam entender o fenômeno e se perguntam "de onde vem tanta violência?", mas, para mim, o ponto central não é nem sequer citado como causa: a violência imposta aos animais.

Do nascimento à torturada e triste vida, culminando no abate beirando a irracionalidade, perversidade e crueldade do “bondoso” e “generoso” ser humano, há mostras do "respeito" que este nutre ao seu irmão menor e por toda a Natureza. De tanto torturarmos esses pobres coitados, que sentem tantas dores quanto nós, "superiores" (em guerra, destruição, seqüestro, assassinatos, fofocas...), vamos banalizando a violência. Se não nos sensibilizamos com os seus gritos e suas dores, vamos levando essa mesma violência para os mais fracos de nossa sociedade - as crianças, mulheres e idosos.

Com o ciclo vicioso de torturar, matar, castrar, retirar chifres, ferrar, marcar (tudo sem anestesia) vamos nos tornando insensíveis. Assim, com o nosso latente instinto assassino, estupramos e matamos crianças e mulheres. Os velhos, fracos e doentes, atacamos facilmente. A um homem forte, usamos a emboscada, a pólvora ou a faca. Os choros de desesperos de nossos pares não nos comovem, já que isso é algo com que lidamos, mesmo que indiretamente, milhões de vezes ao dia com os animais “irracionais”. Relacionemos essa violência ao consumo sôfrego e desenfreado de corpos inertes e em decomposição, que foram duramente castigados durante quase toda sua vida. Na hora de sua morte tiveram ainda mais dor, sofrimento e agonia. Isso é passado para a carne e nos “alimentamos” dessas energias deletérias. Como vamos querer nos portar com ternura, se o que comemos é puro sofrimento?

É uma violência sem qualquer propósito, haja vista que não existe "boi feliz", vitelo bem tratado, ganso com boa vida e qualquer tratamento digno aos outros animais que servem de bife ao ser humano. Sem falar que não precisamos mais comer cadáver, devido à grande variedade de alimentos saudáveis. A indústria da carne é crudelíssima e todos que a alimentam são também os grandes culpados. A alegação de que "comer carne é coisa de Deus, pois desde que o mundo é mundo se come carne" não procede, pois, se fosse assim, guerra também é coisa de Deus, pois desde os primórdios guerreamos.

Se os abatedouros tivessem paredes de vidro, poucos comeriam carne
Mas é mais fácil, devido à nossa hipocrisia, não querer nem ouvir falar sobre isso para não termos sentimento de culpa, não sermos responsabilizados e não termos que pensar no problema. Assim, com essa amnésia conveniente, continuaremos a dar vazão ao nosso "fino" paladar. “Eu não mato os animais”, é muito cômodo. Mas se alguém paga um outro para cometer um crime contra um ser humano, esse que pagou não é tanto ou mais culpado? Por que, então, com os animais é diferente para quem financia a sua morte? Como bem lembrou Paul McCartney, "se os abatedouros tivessem paredes de vidros, poucos comeriam carne".

Se não pararmos de matar e consumir os pobres inocentes e sencientes seres, teremos ainda mais violência, já que, para a criação dos mesmos, o meio ambiente é assaz agredido - queimadas para formar pasto, queimadas para se produzir grãos destinados, em sua maioria, aos animais, e queimadas para se produzir carvão para queimar os bichos. Isso faz com que o mundo perca seus recursos naturais e a sua biodiversidade. Logo, logo, depararemos com mais violência ao disputarmos estes mesmos recursos que destruímos.

A maior insensatez é que gastamos muitos insumos com a alimentação dos bichos - água, agrotóxicos, adubos, sementes, terra desmatada e outros valores que vão se agregando ao produto carne -, mas uma grande parcela da população mundial não terá acesso a esse “alimento” e continuará a morrer de fome. Não seria mais inteligente darmos diretamente os grãos a quem tem fome? Sem falar que um boi come, destrói e ocupa muito mais espaço do que um humano. Quanto aos seus excrementos, só a produção de bois nos EUA produz cerca de 140 vezes mais que toda a população mundial. Para onde eles vão? Para os rios, em sua grande maioria, fazendo com que a água que deveria ser um fator de saúde passe a ser de doença. Vamos desmatando nossas florestas para que outros países ainda possam manter a sua pouca cobertura vegetal.

Em vez de bois, agricultura orgânica isenta de agrotóxicos, gerando empregos e saúde. Por termos pressa na engorda de animais, temos que apressar a produção de alimentos. Aí usamos transgênicos, que causam alergias e outras enfermidades.

Teremos um mundo muito mais sujo, sem água e sem alimentos, muito em função da destruição gerada pela criação de animais. E muito doente, com mais câncer, gota, enfarto, colesterol alto, depressão... e violência. Se hoje os bichos são apenas objetos para muitos (haja vista a vaca que produzia 5 litros de leite e hoje produz 50, devido ao poder de hormônios e antibióticos), notemos que os escravos há pouco mais de 100 anos também não eram considerados humanos, inclusive, eram desprovidos de almas. E por falar em escravos, o agronegócio da carne é o que mais mantém mão-de-obra escrava, além de favorecer, enormemente, o aumento do desemprego, êxodo rural e, conseqüentemente, a formação de favelas. É ou não é um ingrediente a mais para termos mais e mais violência? Sem falar na concentração de renda, que gera ainda mais distúrbios sociais.

Já acabamos com a Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Agora estamos destruindo a Amazônia. O mais hipócrita é que muitos se preocupam com a destruição desta enorme floresta, mas a carne oriunda de lá está no nosso prato de cada dia. Outra hipocrisia é ecologista defender floresta e comer carne.

Já acabamos com a Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Agora estamos destruindo a Amazônia.
Sugiro que se divulgue como vivem e morrem hoje os animais, como são fabricados os caldos de galinha (pintinhos machos ou os mais fracos e doentes recém-nascidos, triturados vivos), como são feitas as rações, linguiças e salsichas (muitas vezes com pedaços do bicho doente), como transformaram os animais em máquinas, que muito sofrem para se extrair estrogênio, leite e ovos e como essa atividade polui e destrói tudo que existe no meio ambiente. Procurem saber, ainda, como é produzido o estrogênio oriundo das éguas. O Premarin, por exemplo, muito utilizado pelas mulheres. Quanta tortura! O que é dado aos animais para aguentar tanto sofrimento e doenças, que consumismo por “tabela”?

Outros pontos: por que será que a carne nos açougues continua vermelha em vez de azul, já que as enzimas putrecina e cadaverina já estão fazendo o seu trabalho de putrefação? Devido ao conservante/corante avermelhado e cancerígeno, que está proibido em várias partes do mundo e é liberadíssimo aqui no Terceiro Mundo. Por que a geração de humanos atual está mais alta do que a anterior? Será só devido à genética ou pelo fato do excesso de hormônios dados aos animais? Por que a indústria da carne não mostra os seus bastidores?

Um agricultor consciente adoraria que mais pessoas fossem ver a produção de suas hortaliças, local, inclusive, excelente para um passeio com os filhos. E nos matadouros, deveremos também passear com os nossos rebentos, já que, afinal, é o local de onde retiramos a nossa “alimentação”?

Despertem, pessoal!

Fonte

Enquanto você não abre mão da carne...

(clique na imagem para ampliar)

Qual a procedência do seu alimento?

Muitos dizem não ter estômago para ver tudo o que os animais sofrem para que sua carne chegue ao prato, mas têm estômago para comer o que não conseguem ver.

O problema é que essas pessoas estão acostumadas com o produto final, já embalado, e não têm interesse em saber tudo o que é preciso fazer para que "aquilo" chegue às prateleiras.

A criança no supermercado, aponta para a salsicha e pergunta à mãe o que é aquilo. Ela se limita a responder: "É salsicha." Por que ela não diz ao filho de onde vem a salsicha, como é fabricada e de que animal ela é feita?

Situações como essa, ou bem semelhantes, ocorrem frequentemente. No parque, junto à lagoa, a mãe ou o pai diz ao filho: "Olhe filhinho, o patinho, que bonitinho! Cuidado para não machucá-lo." Depois, na hora do almoço, os três se deliciam com um prato feito de carne de ave. Isso faz sentido?

Definitivamente, não estamos física nem psicologicamente preparados para ser carnívoros. Não temos habilidades naturais para a caça; somente conseguimos caçar um animal usando armas e outros artifícios. O ser humano tem usado o seu intelecto, a sua inteligência, para fabricar armas, enfim, para a destruição. Alguns dizem que o maior e mais nocivo de todos os vírus é justamente o ser humano - por onde passa, ele destrói. Se ele trava guerras, tirando a vida até de seus semelhantes, imagine então o que não é capaz de fazer com outros seres, os pobres animais?

Mas será que somos a favor da dor, do sofrimento? É certo depender do sofrimento de outros seres para viver, quando temos outras opções? Gostaríamos de estar ne pele desses animais e passar por tudo o que eles passam? Então, por que desejar a outras criaturas o que não desejamos para nós?

Como alguém pode ser ou se tornar livre se não tem nem mesmo autonomia para existir? Em outras palavras, sua existência depende da destruição de outras vidas.

É muito raro que uma pessoa comece a sentir fome e a salivar diante do sacrifício de um animal. Para conferir, vá a uma locadora e alugue o documentário Faces da Morte I. No começo desse documentário, um médico exibe, bem de perto, tudo o que acontece dentro dos matadouros. No final, ele afirma: "Difícil será agora você deixar de ser vegetariano".

Se você ainda quiser saber mais sobre a realidade em que vivemos, assista também Faces da Morte III. Neste filme você verá que, em outros países, comer carne de cachorro é natural. É claro que você poderá se comover muito mais, porque se trata de animais domésticos, que estão mais próximos de nós, mas não se esqueça de que, entre os cães e outros animais, maiores ou menores, não há diferença, porque a dor que sentem é a mesma.

Existe um outro filme, Energia Pura (Powder), que retrata as sensações de dor de um animal, quando transferidas para os er humano, agente causador de seus sofrimentos.

É um dever de todos saber pelo menos a procedência do alimento que ingerimos e o modo como ele é produzido. Pensemos, se todos os seres humanos que comem carne tivessem que preparar o próprio alimento, desde o abate do animal, quantos deles teriam coragem de fazer tudo o que os matadouros fazem? E quanto aos temperos utilizados na carne? Quantos só servem para disfarçar o gosto da morte?

Por outro lado, podemos levar com tranquilidade e alegria os nossos filhos a plantar e colher alimentos advindos da natureza.

Que a luz da consciência ilumine cada vez mais as decisões de cada um de nós e nos façam enxergar e ter consciência do que nossa mente, corpo e espírito estão se alimentando.

Fonte: Lar Vegetariano

A escolha é sua...


Fonte: Flickr - Vista-se

Dieta vegetariana pode ajudar a reduzir o consumo de água

É o que garante o ganhador do prêmio Estocolmo da Água de 2008, John Allan. O professor criou o conceito da "água virtual", que leva em consideração toda a água usada para fabricar um produto industrial ou um alimento.



Fonte: UOL Notícias


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