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É certo comer ovos de galinhas agora livres, que a gente resgatou e cuida?

Por Sônia T. Felipe

É certo comer ovos de galinhas agora livres, que a gente resgatou e cuida?
Por que comer ovos de galinhas agora soltas e felizes, cuidadas por alguém que as resgatou? Para obter nutrientes? Mas não é possível obtê-los a partir de fontes vegetais?

Ainda que ninguém mais esteja explorando estas galinhas que estão sob a responsabilidade de uma cuidadora consciente, os ovos que elas botam não são propriamente para alguém comer. São para elas darem continuidade à espécie delas.

Se a gente come ovos destas galinhas livres, a gente não ajuda a dar continuidade à espécie delas. A gente ajuda a perpetuar a crença de que temos direito de nos alimentar de matérias animais.

O que há de errado em comer ovos?

Por Vera Regina Cristofani

O que há de errado em comer ovos?
Quando conversamos com as pessoas sobre o veganismo, é comum concordarem que é errado causar sofrimento, dor e matar os animais para produzir carne e laticínios, mas muitas delas não veem nenhum problema em comer ovos, porque isso não envolve sofrimento e morte de animais.

Todavia, ao nos informarmos sobre o assunto, entendemos que há inúmeros problemas, e eles são verdadeiramente horríveis, envolvidos nesse hábito. Um deles, por exemplo, é que os pintinhos machos são moídos vivos, mortos com gás, eletrocutados ou sufocados, pois eles não têm valor comercial para a indústria por não produzirem ovos e não crescerem rápido o suficiente para virarem carne. Outras práticas comuns da indústria de ovos é a debicagem que consiste em cortar uma parte do bico sem o uso de anestésico e a manipulação do ciclo de postura das galinhas pela privação de alimento que causam sofrimento horrendo às aves.

Bastos-SP: Meio milhão de aves morrem aglomeradas em calor insuportável

Não compre ovos e nos ajude a acabar com isso

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Um número impressionante de galinhas morreu nos últimos dias na cidade de Bastos, interior de São Paulo. A cidade, que fica a 536 km da capital, tem o título de “capital nacional do ovo” e possui mais de 70 empresas avícolas. Por dia, as granjas de Bastos produzem mais de 14 milhões de ovos, o que representa 60% da produção do Estado de São Paulo e 20% da produção do Brasil.

A pequena cidade da região de Presidente Prudente, de 20 mil habitantes, abriga pelo menos 20 milhões de galinhas em condições degradantes, inerentes às granjas comerciais.